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Setembro Rubi: Dra. Araceli Lima Alerta Para a Prevenção e Diagnóstico Precoce do Câncer de Estômago

há 6 dias
2 min de leitura

No programa Bom Dia Rural, apresentado por Sandra Rocha na Rádio Rural de Natal FM (91.9 FM), a gastroenterologista Dra. Araceli Lima abordou a importância da campanha Setembro Rubi, dedicada à conscientização e prevenção do câncer gástrico, popularmente conhecido como câncer de estômago. Formada pela UFRN e especialista em intestino e microbiota, a médica explicou que este tipo de neoplasia é bastante prevalente no Brasil, ocupando posição de destaque nas regiões Norte e Nordeste em número de novos casos por proporção populacional, e figurando entre os mais frequentes e de maior mortalidade no mundo.


Durante a entrevista, Dra. Araceli alertou que o câncer de estômago costuma se desenvolver de forma silenciosa nas fases iniciais, o que reforça a necessidade de atenção aos sinais de alerta. Entre os sintomas que exigem investigação médica profunda, estão dores persistentes no abdômen superior que não melhoram com tratamentos comuns, perda de peso involuntária, falta de apetite prolongada, vômitos de repetição e presença de sangue nas fezes, que muitas vezes só é detectado via exame de sangue oculto. A médica também destacou um dado epidemiológico importante: a incidência é maior em homens, grupo que historicamente busca menos assistência preventiva e, por isso, costuma receber diagnósticos em estágios mais avançados.


Um dos pontos centrais da conversa foi o papel da bactéria Helicobacter pylori (H. pylori) como o principal fator de risco não hereditário para a doença. A convidada esclareceu que a presença do microorganismo causa inflamação e pode levar a alterações na mucosa gástrica, como atrofia ou metaplasia. No entanto, tranquilizou os ouvintes ao pontuar que o diagnóstico da bactéria não é um sinônimo inevitável de câncer, mas sim um indicativo de que o paciente necessita de acompanhamento médico para erradicar a infecção e realizar o rastreamento periódico via endoscopia. Dra. Araceli esclareceu também dúvidas de ouvintes sobre a frequência de exames e a presença de pólipos, ressaltando que cada caso deve ser individualizado pelo especialista conforme o histórico familiar e o tipo de lesão encontrada.


A especialista também enfatizou o impacto direto do estilo de vida na saúde do aparelho digestivo. O consumo excessivo de sal, alimentos ultraprocessados, embutidos (como linguiça, salsicha e mortadela) e defumados agride a mucosa do estômago devido ao excesso de conservantes, nitritos e nitratos, aumentando os riscos de mutações celulares. Em contrapartida, hábitos saudáveis como a prática de exercícios físicos, o combate à obesidade, o abandono do tabagismo e uma dieta rica em fibras, frutas e legumes agem de forma protetora e antioxidante. Para finalizar, Dra. Araceli orientou que a melhor prevenção começa no prato, priorizando refeições naturais e reduzindo o consumo de industrializados.


Assista o vídeo abaixo e acompanhe a entrevista na íntegra:


 
 
 

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