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Cesta Básica Consome Mais de Metade do Salário Mínimo: Entenda as Causas e Aprenda a Economizar

  • 5 de ago.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 9 de ago.


No programa Bom dia Rural, a apresentadora Sandra Rocha recebeu ao vivo nos estúdios da Rádio Rural o economista e educador financeiro Hélder Cavalcanti para discutir um dos temas que mais impacta a vida das famílias brasileiras: o alto custo dos alimentos. Atualmente, com o salário mínimo fixado em R$ 1.621,00, a compra da cesta básica compromete cerca de 46,2% da renda bruta do trabalhador — um valor que supera os 50% do salário líquido após a aplicação dos descontos obrigatórios em folha.


Durante a conversa, o especialista explicou que essa alta contínua dos preços é impulsionada por uma combinação de fatores internacionais e climáticos. Tensões geopolíticas em regiões como o Oriente Médio elevam a cotação do petróleo, o que impacta diretamente os custos de logística e transporte. Como o Rio Grande do Norte e outros estados dependem da importação de grande parte dos mantimentos, o valor do frete acaba sendo repassado ao consumidor final. Paralelamente, eventos climáticos adversos afetaram severamente a produção agrícola, pressionando os preços dos itens campeões de alta no primeiro semestre, com destaque para a carne, o feijão e o hortifrúti (especialmente o tomate).


Para ajudar as famílias a protegerem seu poder de compra, Hélder destacou que o planejamento de gastos é tão importante quanto o nível de renda. Entre as estratégias práticas compartilhadas pelo economista, a primeira orientação é sempre prestar atenção às prateleiras superiores e inferiores dos supermercados, já que as gôndolas na altura dos olhos costumam expor os produtos mais caros. Também é fundamental ir às compras munido de uma lista detalhada e com um cardápio semanal planejado, evitando o desperdício — atualmente, estima-se que o Brasil jogue fora cerca de 20% dos alimentos comprados, o que representa um grande prejuízo financeiro.


Outras recomendações incluem substituir cortes de carne mais caros, como a picanha, por opções como contrafilé, capa de filé, carne suína ou frango, além de evitar fazer compras com fome ou acompanhado de crianças, hábitos que favorecem o consumo impulsivo. Diante da tentação de promoções em lojas físicas ou em aplicativos de compras (como Shopee e Mercado Livre), o educador orienta aplicar a "Regra do Peraí", que consiste em dar uma volta e refletir por alguns minutos antes de pagar, permitindo que o impulso inicial passe.


O economista alertou ainda que o descontrole orçamentário atinge níveis preocupantes no país, onde cerca de 83% da população economicamente ativa enfrenta problemas com endividamento. O impacto das dívidas vai além do bolso e atinge a saúde mental e a estabilidade familiar, estando associado a 52% dos casos de suicídio e 74% dos divórcios no Brasil. Como caminhos para mudar essa realidade, Hélder defende a prática do "Conselho Familiar" para dialogar sobre finanças com os filhos desde a infância, a criação de uma reserva de emergência equivalente a 6 meses do custo de vida e o registro rigoroso do fluxo de caixa, seja em caderno ou planilha.


Para acompanhar todos os detalhes e orientações do economista Hélder Cavalcanti na íntegra, assista ao vídeo da entrevista inserido logo acima. Sintonize também o programa Bom dia Rural na Rádio Rural de Natal (FM 91.9), transmitido de segunda a sexta-feira, as 7h da manhã.

 
 
 

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